15 de março de 2009
Categoria(s): Colunas, Germano Krüger
Tag(s): Germano Krüger
Coluna do Altayr Bail, publicada todo domingo no Jornal da Manhã
Enquanto os dirigentes avançam nas negociações para a montagem do time, permanece a preocupação do torcedor do Operário com relação às condições do estádio Germano Kruger. As obras mais significativas, como a ampliação da geral, a construção do setor coberto e o sistema de refletores, estão completando trinta anos. Neste período, muito pouco foi feito em termos de melhorias e até mesmo de manutenção.
Com um quadro associativo voltado à prática do futebol suíço, o Operário dificilmente sustentará o seu patrimônio. Nas últimas décadas, o clube contou com a ajuda de terceiros para manter uma praça de esportes deficitária. Quando os parceiros deixarem de aplicar recursos, Vila Oficinas não passará de um elefante branco. Os refletores são os mesmos da inauguração, em 1979; os alambrados nunca foram substituídos e a grama só recebeu remendos. Só obras emergencias, solicitadas pelos setores de segurança, foram realizadas com o objetivo de garantir a aprovação da Comissão de Vistoria da FPF.
A solução seria transformar o velho Germano Kruger em estádio municipal. Só a Prefeitura tem condições de erguer uma praça poli-esportiva, incrementando não apenas a atividade profissional, mas outras modalidades, como atletismo, que não tem uma pista adequada para competições. O atual prefeito já enfrentou e venceu importantes desafios na cidade, como a nova Rodoviária, além de recuperar o Borel Du Vernay e dezenas de ginásios em escolas municipais. Vai entregar um moderno centro de esportes para atletas com necessidades especiais. Está faltando o Município atender a grande massa apaixonada pelo futebol. Tornar Vila Oficinas num patrimônio público é um assunto que precisa ser analisado com muito carinho, inclusive pelos dirigentes, conselheiros e sócios do Operário.
Em troca, a Prefeitura poderia oferecer um Centro de Treinamento para a formação da base e a preparação dos profissionais. Aí sim, poderíamos sonhar até em sub-sede da Copa do Mundo de 2014. Pense nisso, prefeito!