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Categoria

História

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"Cornetas da Vila" lançam camisa comemorativa ao time de 1990

O Grupo de torcedores intitulado “Cornetas da Vila” está lançando uma camisa comemorativa ao time de 1990 do Operário Ferroviário, que esteve há apenas um ponto da elite do futebol nacional, e que é considerado por muitos operarianos a melhor equipe formada em Vila Oficinas em todos os tempos.

A camisa será no estilo retrô, com gola pólo e detalhes bordados como “Uma paixão desde 1912″ nas costas, etiqueta com dados da equipe de 1990, e o número 90 nas costas. Será em edição única e exclusiva.

O valor da camiseta ficará na faixa de R$30,00 a R$50,00 (dependendo do número de encomendas, já foram solicitadas mais de 40 exemplares).

As encomendas podem ser feitas pelo e-mail/msn: diegosimons@hotmail.com

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Ladel entrevistado no Clube nos Esportes

Thiago Moro – OPERARIO.com

O Programa Clube nos Esportes, apresentado de segunda a sábado a partir das 11 horas por Júlio César Gonçalves e Altayr Bail na Rádio Clube (1080 AM) terá um quadro novo em seus programas de sábado. Todo sábado uma personalidade do esporte pontagrossense será entrevistada no programa. Serão ex-jogadores, técnicos e dirigentes que marcaram história nas mais diversas modalidades.

A estréia do quadro ficará por conta do ex-goleiro de Operário Ferroviário Ladel, que defendeu os arcos alvinegros no final dos anos setenta e início dos anos oitenta.

Vale a pena conferir.

Serviço:

Entrevista Ex-goleiro Ladel
Programa Clube nos Esportes
Sábado (17/01/08)
11 horas
Rádio Clube 1080 AM
na net: www.prj2.com.br

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O futebol no trilho do trem

Foto: Henry Mileo/Gazeta do Povo

Foto: Henry Mileo/Gazeta do Povo

Guilherme Voitch – Gazeta do Povo

Trazida pelos britânicos, modalidade conquistou os brasileiros com a expansão das ferrovias

Em 1895, Charles Miller, filho de pai escocês e mãe brasileira de origem inglesa, promovia o primeiro jogo de futebol no país que é referência no esporte. Naquela que é considerada a primeira partida registrada disputada em território nacional, o time da São Paulo Railway Co. ganhou de 4 a 2 da equipe da Cia. de Gás, em 1895. O futebol nascia em uma partida promovida pelo funcionário de uma companhia inglesa de ferrovias e ganha por ferroviários.

Nada mais significativo. Para muitos, aliás, o futebol já vinha sendo praticado anos antes. “Possivelmente ingleses e escoceses, que trabalhavam na construção de linhas férreas, já disputavam partidas de futebol anteriormente”, diz o publicitário Ernani Buchmann, autor do livro Quando o Futebol Andava de Trem. Datas à parte, o fato é que a partir de seu nascimento, o futebol sempre caminhou de mãos dadas com as ferrovias. Por basicamente duas razões. A maioria dos engenheiros e técnicos que vinha da Europa eram ingleses, fãs de rugby, críquete e de futebol. Entre os três, o mais fácil de ser praticado era o futebol. Com uma bola e um grupo de homens dispostos a correr atrás dela, a diversão era garantida. Ocorre que o esporte logo deixou de ser artigo reservado aos europeus.

Aí surge o segundo motivo. As linhas férreas iam desbravando o interior. Trabalhadores brasileiros eram contratados pelas companhias e aprendiam o esporte. Mesmo quem não era funcionário começava a assistir às partidas e virava também um jogador. “O futebol pegou carona na expansão promovida com os trens”, diz Buchmann.

A expansão resultou em uma centenas de clubes formados a partir das “peladas” dos ferroviários. Entre eles está o clube de futebol mais antigo do Brasil, o Sport Club Rio Grande, que nasceu a partir da união das colônias alemãs, italianas e portuguesas e conseguiu seu primeiro estádio graças a um empréstimo da companhia ferroviária Compagnie Auxiliare de Chemins de Fer du Brésil. No Paraná, a história não foi diferente: nasceram na linha de trem o Ferroviário Esporte Clube, de União da Vitória; o Clube Atlético Ferroviário, de Morretes; o Ferroviário Esporte Clube, de Wenceslau Braz; e o Esporte Clube Recreativo Ferroviário, de Jaguariaíva. O mais representativo dos times surgidos a partir das linhas férreas foi o Clube Atlético Ferroviário, que junto a Coritiba e Atlético formou, durante muito tempo, o trio de ferro do futebol da capital. Criado como time dos funcionários da Rede Ferroviária, o Boca-Negra, como era conhecido, chegou a ter o estádio mais moderno de Curitiba e palco da Copa do Mundo de 1950, o Durival Britto. Atualmente o estádio pertence ao Paraná Clube, originado a partir de fusões do Ferroviário com outros clubes da capital.

Com o sucateamento da malha ferroviária brasileira como consequência da opção pelo transporte rodoviário, os clubes da linha férrea foram agonizando junto com a Rede Ferroviária. Muitos sumiram, se fundiram e alguns resistem, sem a força de antes. É o caso do Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, que depende de decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça Desportiva para ser confirmado no Campeonato Paranaense. Porém, para o presidente do clube, Carlos Roberto Iurk, o Operário “está vivo, pronto para disputar a segunda divisão do Paranaense”. “Toda nossa estrutura, tanto social como de futebol, é oriunda da Rede Ferroviária”, lembra. “Ela vai ser reformada e ampliada. O nome do nosso estádio é em homenagem ao supervisor da rede em Ponta Grossa. Temos hoje cerca de 400 sócios e muitos deles são descendentes dos ferroviários que trabalhavam na rede e fundaram a equipe.”

Linhas foram indutoras de crescimento

Mais do que mães do futebol paranaense, as ferrovias que cruzaram o Paraná ajudaram a definir a cara do estado. “A ligação da capital com Paranaguá era o trem”, diz o monitor-chefe do Museu Rodoviário de Curitiba, Caio Vendramin. Para ele, Curitiba ganhou econômica e socialmente com a estrada de ferro. “Por onde passavam as linhas férreas, eram construídos hospitais, teatros e escolas”, lembra o ex-chefe da Rede Ferroviária Federal Paulo Sidnei Carreiro, citando Arapoti como exemplo de cidade que se desenvolveu em torno da estação ferroviária. “Por uma questão política, a linha do trem acabou passando no meio da propriedade de um determinado fazendeiro. Ali não havia nenhuma habitação, mas como a estação foi construída ali, aos poucos começou a se formar um núcleo urbano ao redor da estação. Assim surgiu a cidade.”

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Operário está entre os 100 melhores do Brasil

Ranking Nacional de Clubes da CBF divulgado ontem aponta Fantasma em 94º. Grêmio é o líder

Por: Jeferson Augusto – Diário dos Campos

Operário Ferroviário Esporte Clube pode estar há quase dez anos afastado da elite do futebol paranaense, mas ainda permanece entre os melhores do país. Pelo menos entre os 100. A informação é da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que divulgou ontem o Ranking Nacional dos Clubes.

De acordo com a lista da entidade máxima do futebol do país, o Fantasma é o 94º melhor time do Brasil. Com 106 pontos, o alvinegro de Vila Oficinas é o sexto melhor time do estado. O melhor colocado do ranking é o Coritiba, com 1365 pontos, o que lhe vale a 15ª posição nacional. O Atlético está três posições abaixo, com 1221 pontos; o Paraná Clube é 23º, com 923, o Londrina tem 629 pontos e ocupa a 32ª posição; o Maringá (não menciona o Galo) tem 154 pontos, e figura no 81º lugar.

O Operário está a frente de outras equipes paranaenses que inclusive têm tido desempenhos melhores nos últimos anos. J. Malucelli e Iraty, que disputam a Primeira divisão, dividem o 157º lugar, com 28 pontos. Rio Branco (183º com 18 pontos), Cianorte (224ª posição, com 4 pontos) e Roma (3 pontos e 255º lugar), são alguns exemplos.

Os critérios adotados pela CBF para o ranking levam em conta o desempenho em competições nacionais. O campeão da Série A ganha 60 pontos, quantidade que vai reduzindo gradativamente até o último colocado (o vice-campeão soma 59 pontos, o terceiro 58 e assim por diante). O critério é o mesmo para a segunda (40 pontos para o campeão) e terceira divisão (20 pontos para o primeiro lugar). A partir da 21ª colocação nos campeonatos, todas as equipes ganham um ponto.

A Copa do Brasil também soma pontos para o ranking, o campeão ganha 30 pontos, enquanto que o vice leva 20. Quem chegar até as semifinais conquista 10 pontos, até as quartas, 5, se for até as oitavas três, e se apenas participar um ponto. Se avançar da primeira fase da competição, a equipe conquista dois pontos.

O líder do Ranking Nacional dos Clubes é Grêmio, com 1978 pontos. O Corinthians, apesar da queda para a segunda divisão este ano, ainda ocupa a vice-liderança com 1938 pontos. O terceiro colocado é o Vasco da Gama, com dez pontos a menos que o alvinegro paulista. O Flamengo vem na quarta colocação, com 1918 pontos. O São Paulo, que este ano assegurou o quinto título brasileiro, está em quinto lugar, com 1879 pontos.

A CBF não leva em conta a participação em torneios internacionais, como Libertadores da América e Mundial de Clubes. Entretanto, a entidade já estuda fazer algumas alterações no critério de pontuação. “A CBF está analisando mudanças nos critérios de pontuação, inclusive no que diz respeito a uma compensação para os clubes que, por disputarem a Copa Libertadores da América, não participam da Copa do Brasil, e para tanto publicará em breve uma revisão”, informa o site oficial da Confederação.

Além do Operário, outra equipe de Ponta Grossa figura no ranking nacional. O Ponta Grossa Esporte Clube, extinto no final da década de 90, está na 278ª posição, com dois pontos.

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Um pouco de história…

Como esse é primeiro post do OPERARIO.com, faço aqui uma breve apresentação:

Sérgio Koloszwa – 24 anos, estudante de medicina da Universidade Federal de Pelotas-RS, torcedor do clube desde pequeno, FANÁTICO mesmo desde 99 :) , vice-presidente da Torcida Revolução Operariana, colaborador do site OPERARIO.com desde o seu surgimento.

Navegando por um monte de blogs, acabei encontrando um bem interessante: http://futebesteirol.blogspot.com/ , trata-se de um site de futebol alternativo, apesar de eu não achar o OFEC “alternativo” (3º colocado em uma segunda divisão nacional, 92º no ranking de clubes da CBF, mesmo estando 10 anos sem futebol, não é alternativo).
Como era de se esperar, encontro uma matéria (muita bem feita por sinal) falando da história do OFEC, na categoria “clubes alternativos”…
Há vários sites com a história do Operário, e essa achei interessante.

Segue integralmente:

Ponta Grossa está cituada na região dos Campos Gerais do Paraná, centro do estado, a 130 quilômetros de Curitiba. Cidade conhecida pela alcunha de “princesa dos campos”, Ponta Grossa foi criada em 1822, com o nome de Freguesia da Estrela. Em abril de 1855, foi desmembrada da cidade de Castro, tornando-se município e adotando a denominação cultural. Antigo posto de pouso para as tropas que faziam o transporte comercial entre Viamão (RS) e Sorocaba (SP), Ponta Grossa ainda hoje é o centro rodoviário e ferroviário paranaense, com estradas partindo para todas as regiões.

E em Ponta Grossa, havia um grupo de rapazes que se reunia nos finais de semana para jogar futebol. Estes, fundaram o clube oficialmente no dia 1º de maio de 1912, com o nome de Football Club Operário Pontagrossense (que mais tarde seria alterado, até chegar à denominação atual).

Fantasma

O “fantasma da vila” (como ficou conhecido através da imprensa de Curitiba, que dizia “lá vem o Operário assombrar nossos times”), conquistou o título da segunda divisão paranaense em 1916, e começou a disputar o Campeonato Paranaense da 1ª divisão, em 1917. Entretanto, as primeiras participações nunca passavam da fase preliminar. Neste período de pouco destaque a nível estadual, marcado por vários conflitos com as ligas paranaenses, o que se acentuava era a rivalidade citadina com o Guarani Esporte Clube e com a União Campo Alegre, outras equipes de Ponta Grossa.

Finalmente, pelo Campeonato Paranaense de 1929, o Operário surge forte pela primeira vez. Após vencer o torneio citadino classificatório, o clube sagra-se vice-campeão, ao perder a final para o Atlético-PR, por 3×1. A força do Operário em sua cidade seria incontestável nos anos seguintes. Sempre vencendo os classificatórios de Ponta Grossa, o clube entretanto, não tinha forças quando chegava às decisões contra os times da capital e foi vice-campeão do estado também nos anos de 1930, 1932, 1934, 1936, 1937, 1938 e 1940. A partir de 1941, com o fim das ligas regionais classificatórias, o Operário some de cena no cenário estadual, bem como várias equipes interioranas. E o longo período até 1954 é dominado por equipes de Curitiba.

Operário

Em 1955, o Operário volta a ter uma participação regular no estadual, mas com exceção de um 4×1 sobre o Atlético-PR, não realiza uma campanha de grande destaque. Logo o poder do Operário voltaria à tona, e o time volta a ser vice-campeão paranaense em 1958 e 1961, além de ter o artilheiro Zeca, em 1959, que marcou 26 gols no torneio, um recorde até então.

O vice-campeonato de 1961, deu classificação à Taça Legalidade 62, torneio que envolvia as melhores equipes do Sul do Brasil. O torneio, vencido pelo Grêmio (RS), não teve grande participação do Operário, que ficou na 5ª colocação, entre 6 times.

Em 1965, o time sofre novo rebaixamento no Campeonato Paranaense, mas volta após curto período na segunda divisão, graças ao título de 1969. Com várias interrupções em suas atividades, o Operário não faz grandes campanhas no cenário estadual durante a década de 1970. Mesmo assim, é um dos convidados à disputa do Campeonato Brasileiro de 1979, onde acaba na 86ª colocação (com 2 vitórias, 1 empate e 6 derrotas, em 9 jogos), entre 94 equipes.

Germanão

No início da década de 1980, o “fantasma” consegue realizar grandes campanhas, classificando-se sucessivamente às decisões de turnos do Campeonato Paranaense, embora as constantes derrotas nestas fases finais acabassem destruindo suas aspirações. Mas o sucesso dos primeiros anos não é duradouro, e em 1983, ocorre um novo rebaixamento. O clube só retorna à elite em 1989, mas mesmo após um início complicado, consegue chegar às semifinais do Paranaense em 1990. O sucesso se repete em 1991, quando alcança o terceiro lugar.

Entre 1989 e 1991 o Operário também participa da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, e em 1992, da Terceira Divisão. Já a participação no Campeonato Paranaense segue até 1994. Em 1999, o Operário retorna à elite, mas não por força própria, e sim devido a uma parceria com o Ponta Grossa Esporte Clube (que jogava a primeira divisão), formando o Operário/Ponta Grossa. Em 2000, o Operário/Ponta Grossa é rebaixado novamente no Campeonato Paranaense. A parceria é desfeita e o Operário mais uma vez “some”, abrindo mão da disputa da segunda divisão.

Torcida Alvi-Negra

O período nos anos 1990 e 2000 com interrupções nas atividades do tradicional Operário foram fruto das dívidas (e acabaram originando ainda mais). A tentativa de mais um retorno ocorre em 2004, quando o clube ingressa na disputa da segunda divisão. A grande chance escapou em 2005, quando o clube acabou em 3º lugar na divisão de acesso, sendo que apenas os 2 primeiros subiam ao Campeonato Paranaense. O Operário não agarrou a possibilidade e em 2006 também não conseguiu o acesso.

Entrando 2007 ainda com várias incertezas e dívidas em excesso, o Operário ainda não definiu seu futuro para a disputa da segunda divisão paranaense (que deve começar no segundo semestre). As grandes dificuldades podem forçar o Operário a cometer uma nova fusão. O prefeito Moacyr Elias Fadel Junior, da cidade de Castro, propôs em fevereiro que o Caramuru de Castro e o Operário de Ponta Grossa se unissem, criando o Operário/Caramuru, que jogaria alternadamente em cada cidade, para a disputa do certame. O Operário ainda não deu a resposta definitiva, e disse que irá consultar sua torcida para tomar a decisão. Até o momento, os torcedores operarianos se opõem veementemente à parceria, que “tiraria a identidade de um clube tão tradicional”.