
Concentração da Trem Fantasma no GK
FabrÃcio Bicudo – Jornal O Portal
Trem Fantasma vive expectativa para próxima temporada e condena fatos lamentáveis ocorridos com o Coritiba
A invasão de campo, seguida de violência, da torcida do Coritiba na última rodada do Campeonato Brasileiro em decorrência do rebaixamento do time à segunda divisão, ocasionou em severas punições ao clube, que completou 100 anos de fundação em outubro. Não bastasse a vergonha do rebaixamento, o Coritiba também foi punido por unanimidade com a perda de 30 mandos de campo e multa de R$ 610 mil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após quase quatro horas de julgamento. A punição deve ser cumprida em competições nacionais organizadas pela CBF, como a Série B e a Copa do Brasil. Com isso, o Coxa está livre para jogar no Couto Pereira no Campeonato Paranaense de 2010. Mesmo assim, o clube deverá recorrer da decisão. Em Curitiba, está sendo aprovada uma lei que vai garantir a identificação obrigatória, por meio de cadastro, dos torcedores que forem aos estádios da capital paranaense. Um mecanismo para tentar controlar principalmente os torcedores que pertencem às facções organizadas. Alguns querem até a extinção dessas torcidas, como o secretário de Segurança do Estado, Luiz Fernando Delazari.
Ano que vem o Operário Ferroviário Esporte Clube volta a disputar a primeira divisão do Campeonato Paranaense e, historicamente, existe uma grande rivalidade com os clubes da capital. O fato ocorrido com o Coritiba serve de alerta para a nação alvinegra, que não vê a hora de ir à s arquibancadas do Estádio Germano Krüger para empurrar o Fantasma. Uma conversa com o coordenador da torcida organizada Trem Fantasma, Thiago Moro, 29 anos, revela alguns aspectos desse tema polêmico e ao mesmo tempo apaixonante, que é o futebol. Segundo Moro, a Trem Fantasma carrega em seu nome a história desta torcida que acompanhou fielmente o Operário na década de 1970 e 80 e foi refundada em 2009 com a perspectiva de ser um apoio incondicional ao Operário nos 90 minutos de jogo. Ele conta que a regra é gritar e incentivar o jogo todo, nos acréscimos e prorrogação, caso houver. A postura diferenciada do grupo é cobrada inclusive pela imprensa, principalmente em determinados perÃodos crÃticos na ocasião da disputa pela divisão de acesso em 2009. Porém, em comum acordo, o torcedor entendeu que o momento de apoiar é durante o jogo. As cobranças são deixadas para após o apito final e durante toda a semana, se for necessário. Nesse contexto, o representante da Trem Fantasma fala um pouco dessa paixão. Leia mais ›











